A Natureza eterna do Ser e do caminho



A natureza fundamental da realidade, não é algo de seco ou insípido, vazio de tudo.
Pelo contrario, embora não seja uma 'coisa' ou 'entidade', esta natureza é cheia de vida e dinâmica, presença. Uma "inteligência" suprema e presente que permeia tudo, que 'É'  tudo, sem ser nada de concreto, não é uma entidade ou coisa. 
É a força que leva ao abrir das flores, a mudança das estações, é o cantar dos pássaros e o som do vento.
Alguns chamam-lhe Deus, outros chamam-lhe Shiva, outros a 'fonte suprema' ou 'base fundamental', ou ainda 'sabedoria primordial'. Alguns chamam-lhe o 'Ser Essencial', outros ainda chamam-lhe "ausência de ego". No entanto, o que É, não tem nome... mas podemos chamar-lhe também, Amor-Saber Puro. O nome não importa, quando alguém descobre isto e tenta comunicar, depois vêm pessoas com as suas ideias e criam filosofias e religiões em volta dos nomes que inventaram para 'explicar' isso.. algumas mais elaboradas e próximas da verdade, outras mais distantes e que se desviam um pouco mais. Por isso temos de ir alem de palavras, alem de ideias e descobrir directamente! É como a parabola do dedo a apontar para a lua... não podemos olhar para o dedo, é a lua que temos de ver!

O individuo, permanecendo como  'isso', 'o que é', não existe nada que possa ser dito, simplesmente isso,   ''É Isso", "Tudo É Isso", e nessa forma como as coisas são, não existe  'Eu-Ego' em nada neste mundo. Nada neste mundo tem 'Eu-ego-ser-independente'. 

É a isto que se chama de 'Grande Paz'. Nisto, não falta nada, então é perfeição total, grande perfeição. Não é necessário pensar em nada para saber isto, pelo contrario, pensamento é o que impede e obscurece o que já lá está. Este saber que é necessário, é algo que é directo, não necessita do intermediário do pensamento.
 Simplesmente fica em silencio.. fica aqui.. onde mais podes estar?

Mas no entanto, não significa que não há nada para fazer. Se não fazemos nada e permanecemos distraídos, puxados pela mente normal, inconscientes, não fazendo o necessário para descobrir a nossa natureza, então será muito difícil quebrar a casca desta mente conceptual. Compreender não chega! Temos de aprender uma forma especial de 'não fazer nada'. Uma forma de 'não fazer nada' que é plena, completa em presença, fresca e alerta. Temos de aprender  o que significa, na pratica, 'ir para além da mente' .. e assim.. poderemos descobrir esta natureza. Existe um caminho para descobrir, esse caminho pode assumir formas diversas, mas é algo especifico..

Podemos então falar em três aspectos: a base, o caminho e o resultado.
A base é a nossa própria natureza eterna, a natureza ultima do nosso Ser, é em sim a natureza da realidade, da totalidade.. não vale a pena usar mais nomes...
O caminho é como vamos fazer para reconhecer e totalmente integrar no espaço dessa natureza.. não é para construir ou desenvolver algo.
O resultado é a Grande Paz, despertar para a natureza de como as coisas são, o Ser e o mundo, inseparáveis.
Quando sonhamos de noite, mesmo que o sonho pareça muito real, quando acordamos, imediatamente acordamos para um estado diferente, onde se sabe que o sonho era irreal, embora tivesse sido experienciado claramente. Reconhecer que a 'pessoa-ego' é ilusória, é como acordar de um sonho.

O caminho em si é irreal, tão irreal como a pessoa que o caminha - e no entanto é necessário - este é o grande paradoxo!

com Amor, Aja Das

Popular posts from this blog

Atiyana - A brief introduction to the principles and history